Arquivo da categoria ‘O Fiandeiro’

Chut!Silêncio!!!

18 de Novembro de 2008

O silêncio era avisado.

Manuela Ferreira Leite parece condenada ao desastre.

Hoje veio defender que não são possíveis reformas em democracia e que, por vezes, um interregno de seis meses seria facilitador.

Francamente… por esta ninguém esperaria…

Há sempre um espelho à espera de um falso moralista… e para quem fala de arrogância política e falta de espírito democrático está tudo dito.

Agora percebe-se porque Manuela Ferreira Leite não disse nada em relação à suspensão do funcionamento da Assembleia Legislativa Regional da Madeira. A decisão do Presidente da Assembleia Regional já estava a cumprir o agora defendido interregno da democracia.

Como é possível que esta atitude venha do líder do maior partido da oposição?

Quem tem medo da avaliação?

12 de Novembro de 2008

O dia é marcado pelo clima que se vive na área da educação.

Depois da manifestação dos professores, no sábado, e o encerramento de algumas escolas pelos estudantes, na segunda-feira, a tensão chegou ontem ao rubro com os ovos moles atirados ao carro da Ministra da Educação.

Em relação ao gesto produzido pelos alunos que se manifestavam em Fafe, gerando uma situação que acabou por impedir a ministra de participar na cerimónia de entrega de diplomas para a qual se dirigia, o mínimo que se pode dizer é que este merece o nosso mais completo repúdio e evidencia uma falta de civismo e de cultura democrática de todo lamentável.

Quanto aos professores, não se entende que os sindicatos tenham assinado um acordo para logo a seguir virem “dar o dito pelo não dito” e contestar o cumprimento do estabelecido entre parceiros sociais.

A verdade é que toda a administração pública está sujeita a avaliação e não se pode perceber, nem aceitar, que os professores  queiram continuar a funcionar como um grupo de trabalhadores à parte. Tanto mais que a implementação deste sistema de avaliação salvaguarda uma fase de transição perfeitamente razoável quanto aos efeitos da mesma em termos de progressão na carreira. Prevenindo, assim, a existência de um período de adaptação.

Não haverá uma mão invisível a condicionar todo este movimento?

O silêncio, os zigezagues e as sondagens

11 de Novembro de 2008

Afinal teria sido melhor para o PSD que a sua líder tivesse permanecido para sempre em silêncio.

A passagem do silêncio para a fala veio evidenciar a falta de rumo em que este partido vive mergulhado.

O resultado está à vista. Como disse um dia Mário Soares “O povo pode andar distraído mas não é estúpido”.

O resultado está à vista. A sondagem publicada pelo Diário de Notícias revela um queda do PSD para valores abaixo dos 30%.

Os portugueses já perceberam que vivemos um momento difícil, mas possível de ultrapassar se mantivermos um rumo firme e determinado, sem ceder ao populismo fácil.

Os portugueses já perceberam o quanto é importante não desperdiçar o esforço feito no sentido do combate ao défice. Só esse esforço nos permitiu e vai continuar a permitir no ano de 2009, numa conjuntura internacional preocupante com reflexos internos, continuar a apostar no apoio às famílias e àqueles que mais necessitam de protecção social.

Bem podia estar calada Manuela Ferreira Leite quando ergueu armas contra o aumento do salário mínimo. Logo a seguir, provavelmente alertada pelos seus conselheiros políticos sobre a repercussão dessas declarações, veio “dar o dito pelo não dito” e reconhecer que apesar de tudo o salário mínimo é muito baixo.

Mais valia estar calada!

Que tal experimentar uma vez na vida, um mês, trocar o seu rendimento pelo salário mínimo?

O Metro

1 de Outubro de 2008

Rui Rio acaba prisioneiro das suas obcessões.

O caso do Bolhão e a definição do traçado e do desenvolvimento da IIª fase Metro do Porto, tornados públicos hoje, constituem rudes golpes para um político que vive teimosamente de costas voltadas para o povo da cidade que governa.

Persistir na defesa da linha da Boavista, quando é absolutamente evidente para todos que esta não é a solução que interessa aos cidadãos, quando é absolutamente claro que a procura pelos passageiros, ao longo deste traçado, seria muito inferior ao que virá a acontecer com a solução agora adoptada, nada acrescentando ao cumprimento da função social deste tipo de transporte, já não pode ser rotulado de teimosia mas de algo bem pior.

A linha de Campanhã-Gondomar viu finalmente a “luz ao fundo do túnel”. É caso para se que foi preciso Valentim sair da presidência da Metro do Porto para se resolver o imbróglio da linha de Gondomar… afinal onde pára a competência reivindicativa do autarca.

Um Salto Geracional

25 de Setembro de 2008

No debate quinzenal de ontem, um dia após a primeira entrega de computadores Magalhães (com acesso à internet) nas escolas, foi anunciado que se procederá a um investimento de 400 milhões de euros em tecnologias nas escolas.

No momento em que um estudo comparativo mostra que Portugal, a par com a Polónia, é entre 21 países europeus aquele em que as crianças utilizam mais a internet que os pais, ressalta bem aos olhos de todos o salto geracional que estamos prestes a dar no manuseamento das novas tecnologias da informação e comunicação.

Como seria agora o nosso país se a aposta que hoje se faz tivesse sido feita hà 20 anos atrás?

Provavelmente muito poucas coisas feitas por este Governo deixaram uma marca tão perene no Portugal do futuro.

A aposta nas pessoas, na sua formação académica e profissional e no desenvolvimento de competências pessoais são a melhor garantia de um desenvolvimento sustentado e sustentável.

O Bolhão é nosso!

17 de Setembro de 2008

O telemóvel não pára.

São notícias do Porto.

Há uma ruptura entre a Câmara Municipal do Porto e a TCN.

Agora é preciso que a Plataforma de Intervenção Cívica não desmobilize, porque o Bolhão tem que ser reabilitado e a Câmara tem que ser responsabilizada.

É bom que Rui Rio tire as devidas ilações, porque o povo do Porto pode trocar os vês pelos bês mas não troca liberdade por servidão. É impossível continuar a governar a cidade contra aquilo que é a vontade dos cidadãos.

Parabéns aos muitos homens e mulheres do Porto que ao longo de todo este tempo mantiveram acesa a chama da luta em defesa do Mercado do Bolhão. Mais uma vez o Porto deu uma lição de firmeza de vontade e de participação cívica.

“A vida normalmente”

17 de Setembro de 2008

Aí está uma série de documentários que vale a pena ver.

Começou ontem, na RTP2, às 23h30  e repete-se todas as semanas à mesma hora.

“A vida normalmente” lança um olhar sobre os bairros problemáticos e leva-nos a reflectir sobre aquilo que tem sido a política de habitação social que ainda está longe de ser uma política social de habitação, apesar dos avanços que se têm vindo a registar nesta área.

Porque as pessoas não são coisas que se possam meter em gavetas, vale a pena ver e deixar que os intérpretes destes documentários, os  habitantes dos bairros sociais , nos interpelem com o seu discurso.

Numa fase em que sistematicamente somos confrontados com o relato de casos que mais não são que o fruto de uma política de realojamento que importa corrigir, este programa ganha redobrado interesse.

Melhores Escolas

16 de Setembro de 2008

Estive ontem nas escolas Rodrigues de Freitas e Soares dos Reis. Notável é a melhor palavra  que encontro para qualificar  o trabalho verdadeiramente impressionante de modernização destas duas escolas.

Vale a pena ir lá e pedir para ver as instalações. Quem conheceu  estes  edifícios fica impressionado  com as condições de leccionação  criadas.

Assim, dá gosto estar na escola.

É já um lugar comum, dizer-se que a escola são as pessoas: os alunos, os professores e os funcionários. É verdade. Mas se todos poderem trabalhar num edifício esteticamente agradável, com condições de conforto e  funcionalidade, concerteza que se sentirão mais motivados, trabalharão mais e melhor e terão mais condições de sucesso.

Foram agora inaugurados os projectos-piloto, em Lisboa e Porto, novas e ambiciosas fases já estão anunciadas  até um total que se prevê  ultrapassar as três centenas de edifícios.

A continuar assim, o Ministério da Educação e a Parque Escolar podem considerar-se de parabéns e dentro de alguns anos esta será uma aposta vencida.

O Fim Do Verão

8 de Setembro de 2008

As férias acabaram e cá estou eu de volta a fazer gosto à prosa…

Regresso num dia auspicioso.

O meu querido amigo Vitor Ramalho tomou hoje posse como Presidente do INATEL e, embora sinta já saudades suas, sei que fará desta Fundação mais uma das suas missões ao serviço dos trabalhadores e do País.

Foi um privilégio tê-lo como Presidente da Comissão de Trabalho, Segurança Social e Administração Pública e ter convivido com um ser humano e um lusófono da sua envergadura. Até um dia destes, Camarada.

A ResPública nasceu hoje, longa vida a esta nova Fundação que traz renovados horizontes de pensamento e abertura do PS à sociedade civil.

O Mercado do Bolhão é causa nacional

4 de Julho de 2008

O movimento de defesa do Bolhão desceu a Lisboa e reforçou-se como causa nacional.
Ontem a Sociedade Portuguesa de Autores abriu as portas ao Bolhão, numa sessão em que a Plataforma de Intervenção Cívica apresentou o manifesto de defesa do Mercado:

“P A R T I C I P A Ç Ã O E C I D A D A N I A”
Porto, Fenianos - 14 de Junho de 2008
No Porto, no Clube Fenianos Portuenses, na sequência da calculada demolição do Mercado do Bolhão pela Câmara Municipal do Porto, a “Plataforma de Intervenção Cívica promoveu mais uma acção de cidadania onde estiveram em análise e discussão os seguintes temas:
• O Estado e a Gestão Pública;
• O Património e a Memória Colectiva
• O Equipamento ao Serviço dos Munícipes;
• A Memória e a Operacionalidade no Património.
Deste encontro resulta o seguinte Manifesto da Plataforma de Intervenção Cívica do Porto, Livre e agregadora de Justos interesses Patrimoniais, das Pessoas e das Organizações, surge com um carácter Cívico e de Cidadania, peticionária de 50.000 cidadãos, sem fronteiras geográficas, cuja mensagem é a defesa do Mercado do Bolhão, o Património e da Identidade da Cidade.
O Estado deve encontrar os Parceiros Culturais, Sociais e Económicos e manter a Gestão Patrimonial das Cidades e dos seus Bens.
Ao Município cabe estimar os Bens, o Património e a Identidade da Cidade, deve não só mantê-los operantes como candidatá-los aos “Fundos Estruturais da Comunidade Europeia”.
A Memória Colectiva deve ser projectada no Futuro. No presente, reabilitada com verdade!
Os Equipamentos, Públicos e os Privados, devem estar ao dispor da Comunidade num absoluto respeito pelo “Estado de Direito e de Cidadania”, de fomento de parcerias entre as Instituições - Culturais, Sociais e Económicas - e como instrumentos de Formação e de Educação.
As Pessoas, o Ambiente e o Edificado são a identidade Patrimonial no Lugar.
O Lugar deve ser Reabilitado para as Pessoas num absoluto respeito pela Memória e pelo Património.
A Manutenção do Lugar passa pelo exercício quotidiano de o preservar como Memória Colectiva dos seus Bens - Naturais, Populares e Eruditos.
O Restauro e a Reabilitação são acções do Colectivo Cultural, Social e Económico em que os organismos democráticos autárquicos, sobretudo as Juntas de Freguesia, serão determinantes no fomento e na gestão da manutenção da Identidade da Comunidade, do Ambiente e do Edificado.
A memória, quando agilizada com outras memórias, ajuda-nos distinguir e a estabelecer o Justo Interesse e, naturalmente, a justa manutenção do Património; - Vivo e Operado.

O Sonho continua a comandar a Vida.

Um momento marcado pelo encontro de duas cidades na defesa de uma marca da nossa memória colectiva.

O Porto é assim, generoso, altruísta, altaneiro e não recua quando se une em torno de uma grande causa.

Por isso, a Plataforma Cívica em defesa do Bolhão não pára e cresce a cada dia que passa.

Ontem éramos muitos numa acção em que além de mim participaram Manuel Alegre, João Teixeira Lopes, Joaquim Massena, Correia Fernandes.

Como disse aos muitos homens e mulheres do Porto que vieram a Lisboa afirmar “Viva o Bolhão”, tenho fé na alma do meu povo e o povo do Porto, em momentos chave, já deu sinais muito fortes aos governos da cidade e do país. Estou certa que vamos vencer esta luta.