O Mercado do Bolhão é causa nacional

O movimento de defesa do Bolhão desceu a Lisboa e reforçou-se como causa nacional.
Ontem a Sociedade Portuguesa de Autores abriu as portas ao Bolhão, numa sessão em que a Plataforma de Intervenção Cívica apresentou o manifesto de defesa do Mercado:

“P A R T I C I P A Ç Ã O E C I D A D A N I A”
Porto, Fenianos - 14 de Junho de 2008
No Porto, no Clube Fenianos Portuenses, na sequência da calculada demolição do Mercado do Bolhão pela Câmara Municipal do Porto, a “Plataforma de Intervenção Cívica promoveu mais uma acção de cidadania onde estiveram em análise e discussão os seguintes temas:
• O Estado e a Gestão Pública;
• O Património e a Memória Colectiva
• O Equipamento ao Serviço dos Munícipes;
• A Memória e a Operacionalidade no Património.
Deste encontro resulta o seguinte Manifesto da Plataforma de Intervenção Cívica do Porto, Livre e agregadora de Justos interesses Patrimoniais, das Pessoas e das Organizações, surge com um carácter Cívico e de Cidadania, peticionária de 50.000 cidadãos, sem fronteiras geográficas, cuja mensagem é a defesa do Mercado do Bolhão, o Património e da Identidade da Cidade.
O Estado deve encontrar os Parceiros Culturais, Sociais e Económicos e manter a Gestão Patrimonial das Cidades e dos seus Bens.
Ao Município cabe estimar os Bens, o Património e a Identidade da Cidade, deve não só mantê-los operantes como candidatá-los aos “Fundos Estruturais da Comunidade Europeia”.
A Memória Colectiva deve ser projectada no Futuro. No presente, reabilitada com verdade!
Os Equipamentos, Públicos e os Privados, devem estar ao dispor da Comunidade num absoluto respeito pelo “Estado de Direito e de Cidadania”, de fomento de parcerias entre as Instituições - Culturais, Sociais e Económicas - e como instrumentos de Formação e de Educação.
As Pessoas, o Ambiente e o Edificado são a identidade Patrimonial no Lugar.
O Lugar deve ser Reabilitado para as Pessoas num absoluto respeito pela Memória e pelo Património.
A Manutenção do Lugar passa pelo exercício quotidiano de o preservar como Memória Colectiva dos seus Bens - Naturais, Populares e Eruditos.
O Restauro e a Reabilitação são acções do Colectivo Cultural, Social e Económico em que os organismos democráticos autárquicos, sobretudo as Juntas de Freguesia, serão determinantes no fomento e na gestão da manutenção da Identidade da Comunidade, do Ambiente e do Edificado.
A memória, quando agilizada com outras memórias, ajuda-nos distinguir e a estabelecer o Justo Interesse e, naturalmente, a justa manutenção do Património; - Vivo e Operado.

O Sonho continua a comandar a Vida.

Um momento marcado pelo encontro de duas cidades na defesa de uma marca da nossa memória colectiva.

O Porto é assim, generoso, altruísta, altaneiro e não recua quando se une em torno de uma grande causa.

Por isso, a Plataforma Cívica em defesa do Bolhão não pára e cresce a cada dia que passa.

Ontem éramos muitos numa acção em que além de mim participaram Manuel Alegre, João Teixeira Lopes, Joaquim Massena, Correia Fernandes.

Como disse aos muitos homens e mulheres do Porto que vieram a Lisboa afirmar “Viva o Bolhão”, tenho fé na alma do meu povo e o povo do Porto, em momentos chave, já deu sinais muito fortes aos governos da cidade e do país. Estou certa que vamos vencer esta luta.

Um comentário a “O Mercado do Bolhão é causa nacional”

  1. joão pedro gomes Diz:

    Fantástico parabéns Porto!! Parabéns gentes do Porto pela vossa garra!

Deixe um comentário