O Cordão Humano

Os trabalhadores da Câmara Municipal do Porto fazem hoje um cordão humano. Mais uma jornada de protesto, desta vez contra o encerramento da cantina dos Paços do Concelho.
Independentemente das razões que possam ou não fundamentar esta decisão, cuja competência, por se tratar de matéria relacionada com a gestão e direcção de recursos humanos, é do Presidente da Câmara, é intolerável a ausência de capacidade de diálogo que este mais uma vez revela.
Não é aceitável que, tendo sido solicitada por parte dos vereadores do PS e da CDU a marcação de uma reunião extraordinária para a discussão deste assunto, o Dr. Rui Rio tenha recusado acolher tal proposta.
Percebe-se o incómodo que a discussão destes assuntos traz a uma personagem com um perfil tão autocrático de exercício do poder. Mas não se pode tolerar este tipo de atitude.
Rui Rio insiste mais uma vez no erro de não querer perceber que a acção política só faz sentido se tiver no seu centro as pessoas, os cidadãos, e que as instituições públicas têm nos seus trabalhadores o mais importante activo para a prossecução da sua missão ao serviço das populações.
Olhando para a actuação do Presidente da Câmara do Porto, tem-se a sensação que este transformou o seu gabinete numa “trincheira” a partir da qual trava uma “guerra” interminável contra os trabalhadores do município e os cidadãos do Porto.

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